23 julho, 2010

Not@ Fiscal Paulista...

Sou contra a "Not@ Fiscal Paulista".

Acabo de ler em meu twitter "Tou feliz! Muita gente recolhendo dinheirinho... (vejam lá no blog como é: http://cora.blogspot.com)".

Muito antes de receber os "Forwards", tanto contra, quanto a favor, da Not@ Fiscal Paulista, já era contra essa ilusão, na minha opinião uma "carta de alforria". A grande verdade é que a Not@ Fiscal Paulista é exatamente como o trabalho escravo, que deixou de ser escravo e a remuneração é uma miséria.

Um grande progresso pela alforria propriamente dita, mas uma vergonha pela realidade dos fatos.

Muito inteligente os capatazes, que para acabar com os gastos com seus escravos agora pagam-lhe "merrécas" e cada um que se vire com sua alimentação, saúde, entre outras coisas a mais.

Acho que seria bem legal terminar esse post por aqui e deixar o leitor refletir e pensar, mas gosto de deixar minha opinião bem formada nos "míííínimos detalhes", e por isso continuo...

E a Not@ Fiscal Paulista é a mais nova alforria. E olha que legal, agora não é o capataz quem escolhe quando lhe dar essa liberdade, você pode recebê-la quando bem entender!

Dizem que o brasileiro é o povo mais rico do mundo. Sim, claro que somos. Só que as pessoas que dizem isso são as que estão conectadas à um computador e algum dia receberam algum e-mail falando disso e fazendo comparações ou coisa do tipo.

Pois bem, vejamos o que de fato acontece!

1. Começando com uma dúvida básica que sempre tive:
Vamos supor que você tenha um salário de R$ 1.200,00 e além disso você recebe por fora uma porcentagem X sobre os lucros da empresa.
Se você pede nota fiscal de tudo o que se consome, você estará comprovando que gastou além dos R$ 1.200,00. O que acontece na declaração do Imposto de Renda? Cairá na malha fina? Passa despercebido? O que acontece?
Eu não sei nenhuma dessas respostas, mas realmente fico me perguntando se "tudo bem para o governo, o fato de você ter gastado 'mais do que recebeu'?".

2. Você gasta R$ 100,00 para, na melhor das hipóteses, reaver R$ 6,00.
Olha só que legal, nas melhores condições, você deve primeiro gastar por volta de R$ 417,00 para fazer o resgate mínimo de R$ 25,00. Mas como sabemos que o resgate do imposto nunca é o máximo, esses valores podem mudar drásticamente na 'dura' realidade.

3. Minha mãe sempre me perguntou se eu não me incomodava em ter um perfil no orkut onde todos poderiam ficar sabendo da minha vida. Sabe que no começo fiquei meio preocupado com isso, que me fez pensar. Mas não esquentei a cabeça com isso. Acho que usando-o com moderação serve apenas como seu propósito: uma rede social, e podemos escolher o que se pode ver.
Olha que coisa, acontece o mesmo quando se utiliza a Not@ Fiscal Paulista! E na minha opinião é algo muito pior. Uma coisa é ficarem sabendo (se você quiser) de coisas que você faz, nas fotos e comentários, outra coisa é você prestar contas à pessoas que você não viu na vida. Pelo menos no meu orkut tenho amigos e sei em quem confiar (ou não). Como é que fica na política Brasileira? (Quase que não tem pilantra, não é?)
O ponto de partida para a falta de privacidade financeira começou com os cartões de débito e crédito. Os bancos sabem onde gastamos cada centavo e assim, sabem para quem vender cada título de capitalização (olha o capitalismo na sua mais real e horrosa forma, impregando na sua conta), o cartão de crédito, quando aumentar o limite de crédito, quando dar um "limite de crédito pré-aprovado imediato", enfim, sabem de tudo e como fazer para tirar cada centavo de seu cliente. Afinal como é dito nos atendimentos "nossa ligação é muito importante para eles" (mas você pode esperar um pouquinho, não?)
Mas veja bem, os bancos são instituições financeira 'particulares', eles sabem onde gastamos nosso dinheiro, mas e o governo? Como íamos esquecer do governo? Eles também querem saber como gastamos nosso dinheiro, onde gastamos, e claro, se gastamos exatamente o que 'declaradamente' recebemos.
Me pergunto "Isso não seria invasão de privacidade"?

4. Essa idéia do consumidor receber uma parte do dinheiro de volta, não influenciaria o consumidor a gastar ainda mais? Como é mesmo o nome disso? Capitalismo? "Acho que não me lembro". E gastando mais, será que o poder público não ganha mais?

Bom, poderia continuar minha 'listinha' com outras pequenas dúvidas e questões irônicas que ainda tenho. Mas acredito ter colocado meu ponto de vista de forma clara e bem detalhada, apenas com perguntas (algumas retóricas).

Um forte abraço e beijo à todos que concordam e aos que não concordam... hmmmm... tudo bem, aceito críticas e comentários de ambas opiniões também! É isso aí!
São 19:30 de uma sexta feira e quero ir pra casa!
Fui ;-)

Sobre possíveis erros de ortografia:
Os erros de ortografia
Em ralação ao post anterior...

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